As crianças investem uma
quantidade significativa de tempo e energia na amizade e no amor.
Contudo, existe uma linha ténue
quando toca a distinguir estes tipos de sentimentos uma vez que, nas crianças,
podem encontrar-se formas muito diversas de o definir e experienciar.
Em primeiro lugar, a amizade
assume grande importância para as crianças – quer simbólica quer prática. As
crianças despendem grande parte do seu tempo com os seus amigos e aprendem, com
eles, diferentes tipos de competências sociais – negociação, comunicação
interpessoal, capacidades de aprendizagem, de desenho, jogos e regras, etc… No
entanto, podem-se identificar diferentes tipos de amizade dentro do mesmo grupo
de crianças.
Quando o seu filho chega da escola e diz “Eu tenho namorado!” existem pais que ficam constrangidos em
conversar sobre o assunto, outros não dão muita importância e alguns até
desencorajam o filho, afirmando que namoro não é coisa de criança.
Nesse tipo de situação, é importante para os pais terem a consciência de
que o “namoro infantil” está bem longe de ter as mesmas
características de um namoro adulto. O que a criança imagina que seja um namoro
não corresponde à ideia que os pais têm sobre isso.
Geralmente, quando a criança desenvolve afinidade com algum amiguinho e
se torna muito próxima dele, ela tende a encarar esse carinho especial como
paixão. As crianças convivem com o tema amor e com relações amorosas nas
suas vidas quotidianas. Podem observá-las nas suas famílias, na escola, na
televisão – têm padrões culturais e sociais que as ajudam a entender o que é
“estar apaixonado” ou “gostar de alguém”.
Não é recomendável reprimir o “namorinho”,
mas também não se deve sobrevalorizá-lo. Cada fase do crescimento da criança
corresponde a vontades e necessidades diferentes; logo, seu comportamento não
irá além do que é comum para a sua idade. O melhor conselho para os pais é não
se assustarem e sempre observarem os filhos.

















